“Luz de vinte séculos,
sombra do Uno e do Verso,
guardião do céu e da Terra,
centurião do universo,
Vem romper cadeias,
Expulsa o espírito imundo,
Traz a Santa Liberdade,
De Quem dá paz a esse mundo,
Destrói essa quimera,
Modera a guerra,
Tolera,
Emenda o forte e acolhe o fraco,
Serve ao soberbo de seu fracasso,
Mostra a esse cego que no céu nada tem,
Pois toma e serve o que não convém,
Em taças requintadas, sorve veneno com desdém,
Anjo, precipitas tua imensa luz,
Traz seus desmoronamentos,
Busca as névoas em seu poderoso lamento,
Vem, desnorteia os mares, ó ser cinzento.
Vem anjo, aos que te vêem,
Ordena a paz a quem te diz amém,
Forja com raios o coração do soldado,
Que pelas faltas do mundo anda tão abalado,
Anda! Ajuda Querubim com tua luminosa graça,
Aos poucos que tem boa fé e fraca couraça.
[ ]’s – Teilos